PT-AHU-CU-058-0049-00106 - Carta sobre as nações europeias e o comércio na Ásia

Date
1668
Date added
26 September 2026 10.36 pm
Date modified
14 October 2026 2.22 am

Document notes

O texto da carta termina em Goa, 15 de janeiro de 1668, na imagem m0002. A anotação administrativa no verso m0004 pertence a 1669 e não substitui a data da carta. O ano do campo refere-se ao texto datado da carta principal. Fonte: leitura direta da seleção PT-AHU-CU-058-0049-00106.

Document excerpt

[6. 7. Inor] [India 17-I-1668] [Pasta de XII-1669] As Tradicoens na Azia, passando de dumas geracoens emoutras, sem copia fiel de escrunturas, tem introduzido emuarias nacoens deste oriente certas oppernoes que nào he possivel se tirem da memoria dos Homes, parroque se necessario to mar de longe offio, evepresentar a b. Mag.de Cousas que pudemo não ser novidade em Eu- ropa, e em Europa, ou por falta de noticia, ou por despreso não me lembro de ou- vir fallar nellas.t. De quatio generos de gente, tem noticia a mayor parte da gente dade da Azia dos gre- gos comsecando, e venerando oie a Alexandre por Deus, no Missur så menos de tres- mezes que se lle começou Suma Sumptuosa, e Egie, e com pouca corrupcao, lhe cha- mað Alexandre; tem noticia dos Romanos, cuia memoria he para elles, tão Sagra- da, que julgað os Romanos por mais que Homes, Sabem que Seus mayores forað sogei- tos a esta naçao, e que adoruað estes mui tos Peuses, coms elles oie adorað; Conšece o Siancešes, porque ouviro muito da expedicao da terra Santa, mas afirmað que isto Sào Demonios, enão Homes que estas gentes, alem de viver do Sangue Sumano in- troduzidao o Comer de daeča (enao dizem isto, porque nos anaš Comamos, seziað porque este nome, entae elles he como se chamamos e rege, ou Idolatra ahum Sõme); Sabemque os nossos missionarios se protecao catholicos Romanos, e abra- cao admirauel mente esta doutrina, não tanto pella uerdade dalei, quanto pella memoria dos Heroeš Romanos, e že tao tenaxe esta gente nos seus ritos que temen do alguš dos Bramenes vezinhos ao Maritimo, o rexto do Vulgo, tratándonos qua si dous Seculos i da nos não de stinque em os Reunos do Missur do Nai're, & Madure e Se Sonberem que tratamos Franceses no mesmo ponto Sào de deixar aos Nossos Mis- sionarios, Sendo oie esta amais florente christandade desta Conquista; o odio que tem estes barbaros aos Franceses seciende entre todas os gentios. Os Mou- vos que não fazem Caso de Supertição dizem que Portugal não ze nada, e q danda he pouco, mas Šanceses muino; e que afty se rio logo S'noves, Como ja es tiuerão pera o Ser da Azia, os Landezes, comprazõ por muita fazenda deste maqinar argentes de quetem trato, ou Cometerio com os Sianeeses, poresta Cau za nos perturbarão os Bispos Saneees anossa christandade, e oie nos a Quina- ra o Comerzio de Sianca denouo introduzido, enao Connio que nos Mesteu